Artículo 030:
Gripe Aviária e a ULA (União
Latino Americana).
Dr. Canal, Ivo Hellmeister Canal
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Salud y manejo sanitario
de las aves de corral
Sainsbury
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Embora
determinados grupos étnicos exerçam e promulguem a alimentação vegetariana, é
sabido que a produção de proteína animal é de fundamental importância na
nutrição e alimentação dos humanos do planeta.
Mesmo entre
aqueles que condenam o consumo de carnes, ainda assim reconhecem a importância
da dieta naturalista ovo-lacto-vegetariana.
A produção de
ovos, leite e derivados são as únicas fontes de alimentos com proteína animal
para todos aqueles que não acreditam em sacrificar um animal para a alimentação,
mesmo humana.
Avicultura no
Brasil
A avicultura é
responsável por uma grande parte da produção alimentar para humanos e demais
espécies, tanto na produção de carne como na de embutidos e ovos.
Segundo dados
obtidos na USP - Universidade de São Paulo-, Brasil, atualmente a criação de
frangos representa a cadeia de maior sucesso da produção animal no agronegócio
Brasileiro.
Em carcaça de
frango, o Brasil produziu em 2004 mais de oito milhões de toneladas (8,07),
exportou 2,35 milhões e consumiu 5,7 milhões de toneladas, o que representa com
um consumo médio de 33 kg per capita ao ano (90 gramas por habitante por dia).
Em relação aos
ovos, o Brasileiro não é um ávido consumidor, estando em 64º lugar, com um
consumo médio de cerca de 142 ovos per capita ao ano, ou seja, menos de 3 ovos
por semana por habitante, enquanto que os maiores consumidores de ovos do
planeta consomem pouco mais de que 1 ovo por habitante por dia.
Segundo a FAO,
órgão da ONU, voltado à alimentação, o consumo ideal de ovos deveria ser de 246
ovos por habitante por ano, ou seja, cada humano deveria consumir cerca de 5
ovos por semana.
Com base nestes
dados, podemos facilmente constatar como a avicultura, hoje, é responsável por
grande parte da produção de alimentos no planeta. A indústria avícola cresceu em
20 anos 154 %: para cada tonelada de alimento produzido por este setor em 1984,
passou-se a produzir 2,5 toneladas do mesmo alimento em 2004, quase triplicou.
A gripe
Gripe é o nome
genérico de uma doença viral que acomete muitas espécies. Dentre os humanos é
comum estarmos com gripe, com sintomas de febre, mal estar, dor de cabeça,
corrimento nasal e ocular.
A Gripe aviária
não é diferente de uma gripe comum, causada inclusive pelo mesmo vírus,
diferentes cepas, chamado de Influenza-vírus.
Tecnicamente, a
Influenza Aviária segue a mesma rotina, é transmitida pela exposição às
aves infectadas e suas excreções (saliva, secreção nasal e fezes) no solo
contaminado. O detalhe para este caso é que se trata de uma zoonose, ou seja,
pode resultar em infecção a humanos.
Esta doença foi
identificada inicialmente na Itália há mais de cem anos, afeta todos os tipos de
aves, embora algumas sejam mais resistentes.
Sua disseminação
ocorre principalmente por patos migratórios, que são especialmente resistentes,
enquanto que frangos, pavões e faisões são altamente sensíveis.
Em 1983/84 os
EUA abateram cerca de 17 milhões de aves, com um custo de 65 milhões de dólares,
em uma tentativa de controlar a doença que se espalhava em um ritmo acelerado. O
êxito foi parcial e a Influenza Aviária se instalou no continente Americano.
Devido ao alto
grau de mutação do vírus, é muito difícil produzir uma vacina realmente eficaz.
Em 1997 ocorreu o primeiro caso em humanos, e no final deste mesmo ano 18
pessoas já haviam contraído e 6 falecido por esta doença. A partir de 2003
começaram a surgir casos mais severos em nossa espécie, e a letalidade (casos de
mortes entre os doentes) ultrapassou a taxa de 50%: entre dois doentes humanos,
um irá falecer.
O Problema
Estamos hoje em
um momento importante na economia de nosso planeta, nosso continente, em que
cada tostão conta, e não podemos dar-nos ao luxo de perdermos esta fonte de
renda e alimentação, e a gripe aviária ameaça severamente esta produção.
A grande questão
é que não existe ainda uma forma de se evitar ou se combater esta
enfermidade. Usualmente, à semelhança da Febre Aftosa dos bovinos, se impõe
barreiras sanitárias, proibindo, por exemplo, a importação de carnes e
sub-produtos da indústria de uma zona endêmica (onde sagra a doença) para uma
zona livre, mas neste caso em especial, não há como se impedir que as aves
migratórias, especialmente os patos, gansos e marrecos selvagens voem por cima
de nosso país. Sabe-se que na defecação estas aves podem inocular o
influenza-A-vírus em solo Brasileiro, mesmo sem jamais terem aterrissado.
Economia
Como podemos
notar, é muito mais uma questão de tempo de que de qualquer outro fator.
Não se trata
apenas de uma questão econômica, como também de uma questão alimentar, mas, é
certo que, finanças são fatores muito importantes.
Esta é, ao ver
de nossa equipe, um importante momento para revermos valores, e reconsiderarmos
até onde nós, os países sul-americanos, seremos tão somente países isolados,
enfrentando os mesmos problemas, gerados por nossa pobreza, à mercê das
intempéries do país rico da América.
A diferença
entre os PIB (Produto Interno Bruto) dos países Americanos não é muito
distante, a exceção do PIB do EUA (USA).
O papel dos
EUA (USA)
O filme lançado
em 2003, Amor
sem Fronteiras (Beyond Borders), com elenco composto por Angelina
Jolie (Sarah Jordan); Clive Owen (Nick Callahan); Linus Roache (Henry Bauford);
mostra bem as disparidades entre os diferentes povos de nosso planeta, e a fome:
enquanto estadunidenses mantém uma cultura McDonald de simplesmente jogar no
lixo as batatinhas fritas (French fries) e hambúrgueres fritos e não vendidos há
mais de 10 minutos, outros povos sagram de fome crônica. Somente com o alimento
que a cultura McDonald joga fora, no planeta inteiro, milhões de humanos seriam
salvos da morte por inanição.
Notemos que se
trata de alimento limpo, jogado no lixo simplesmente por que foram fritos há
mais de 10 minutos e não consumidos... O pior, nós, dos países pobres,
ainda financiamos este desperdício, ao consumirmos McDonalds.
De onde vemos, o
padrão estadunidense de gerar seu "American Way of life" em detrimento de o que
quer que seja, o que os estadunidenses chamam de “seu direito de consumo”,
gerando, produzindo e levando o restante do planeta à miséria é realmente o
grande gargalo de uma cultura que não foi capaz, desde a sua fundação, de passar
sequer uma geração (20 anos) sem produzir pelo menos uma guerra. Mostra seu
efeito destrutivo e nocivo ao planeta, não precisaríamos de mais exemplos.
Por outro lado,
não podemos deixar de conceber e reconhecer o desenvolvimento técnico e
intelectual, o avanço científico que eles geram. A produção de arroz, por
exemplo, foi multiplicada pela tecnologia estadunidense, que ofereceu a todos os
países do planeta suas sementes <<de graça>>>, e os insumos para produzir
aquela semente por metade do preço de custo por tempo o bastante para dizimarem
as sementes de espécimes resistentes e de produção totalmente livre da Monsanto,
por exemplo. O mesmo se deu com a soja e muitos outros grãos. É a isto que eles
dizem " We are América!!!" É desnecessário dizer-se que, a partir do momento em
que eles passaram a ter hegemonia na produção, os preços de sementes e insumos
se multiplicaram.
Nosso tema
também não é a produção de arroz, soja, mas, certamente que, expandindo-se o
entendimento, o exemplo se aplica.
Cremos que em
nosso continente Latino-Americano, pobre, em que pessoas ainda morrem de fome,
temos de tomar muito cuidado em absorver tecnologia criada para manter o
desperdício dos estadunidenses como um direito dado por Deus.
Indivíduos
Mas, nada disso
fala contra as pessoas que nascem neste país. Não podemos confundir o sistema
político de uma nação com as pessoas deste país, caso contrário, iremos abater
Brasileiros no metrô simplesmente por que estavam atrasados, e correndo para
tomar seu trem, ou passamos a crer que todo mouro é terrorista, todo negro é
bandido, todo o Brasileiro é índio e todo o estadunidense é Rambo, o destruidor.
Certamente que,
dentro daquela cultura destrutiva e avassaladora se retira muitas coisas boas. O
Inglês, em função dos EUA é a língua universal, une os povos.
Segundo as
últimas pesquisas, se a eleição presidencial do EUA, de Sr. G. W. Bush, fosse
hoje, ele teria perdido, recebendo apenas 39% dos votos, o que expressa que, nem
os próprios estadunidenses estão a favor de uma economia destrutiva ao próximo.
Tecnologia
A corda da
cítara, se não esticada, não canta música, mas se esticada demais, arrebenta.
Antes que nos
esqueçamos, o maior crescimento que houve na tecnologia médica e cirúrgica do
planeta se deu por Dr. Menguelle no III Reich. Isto, colegas, é fato. Não é este
tipo de pesquisa que devemos comprar. Este tema é bem desenvolvido no filme “O
Ovo da Serpente”.
Se tudo na vida
tem um preço, devemos tomar também cuidado com o preço que pagaremos ao importar
tecnologia. Se no cômputo geral, houver realmente lucro, somos plenamente a
favor do desenvolvimento, mas se o preço for muito superior ao crescimento total
do planeta, do país em questão talvez seja melhor buscarmos formas opcionais de
resolvermos as questões, seja na área da alimentação, seja nas demais.
Um exemplo
prático: há 25 anos a própria avó de Dr. Canal foi operada da catarata, pela
técnica da cirurgia extra-capsular. Hoje, com o advento da faco-emulsão, pode-se
obter melhores resultados, com certeza, mas se metade da população humana, do
planeta, ainda não tem acesso nem à técnica extra-capsular, será que podemos
realmente chamar esta de obsoleta para aplicação em cães ???
Esse tema foi
bastante desenvolvido em nosso trabalho publicado em fevereiro 2005 na Espanha,
em Red Vet, e em março/abril, no Brasil, na coluna Compartilhando
Conhecimento, da Revista Nosso Clínico
www.nossoclínico.com.br )
Reitero, somos
plenamente a favor do desenvolvimento tecnológico, mas, pensemos também no preço
de cada detalhe...
Ligação
Mas, afinal de
contas, qual é a relação entre a Gripe Aviária e o desperdício estadunidense?
Onde os dois temas deste trabalho se encontram?
A Influenza
Aviária é tão somente mais um momento em que devemos reconsiderar nossos
valores,
e começarmos a
perceber que, se estamos em tempos de vacas magras, entrará tempos de vacas
magras e frangos gripados, ou seja, nossa economia se já está limitada, ainda
sofrerá mais um importante golpe. O setor de alimentação será duramente
castigado, os agronegócios terão mais um importantíssimo adversário de quem se
defender: A Influenza Aviária.
Em tempos
difíceis, se mantivermos o mesmo padrão cultural do “American Way of Life”, do
desperdício McDonalds, na tecnologia cara adaptada aos países muito
endinheirados, que tem recursos para montar e fazer guerras, não iremos nos
colocar novamente em pé.
Lembramos que,
após a grande guerra, o Japão era um país totalmente destruído, tanto moral como
financeiramente, mas eles assumiram que pobres são os países que tem atitude de
pobres, e, modificando seus protocolos e decisões, reergueram o país, tornando-o
a segunda maior economia do planeta. A maior arma que o japão tinha era a
mentalidade japonesa, a união entre as pessoas, a cultura do arrumar hoje,
plantar hoje para colher amanhã, e, principalmente, uma cultura voltada a não
desperdiçar nem um só grão de arroz servido.
Precisamos nos
unir para enfrentarmos os difíceis tempos que estão no porvir.
ULA – União
Latino Americana-
Vimos os 5
maiores países da Europa se unirem, e depois aumentarem para 7, montarem a União
Européia. Hoje, na Europa, já não se faz compra com Marcos ou com Libras, mas
sim com Euros.
É opinião desta
equipe que está mais que na hora de montarmos a ULA - UNIÃO LATINO AMERICANA-,
ou seja, pegarmos todos os problemas que temos, fazemos uma união de todos os
países do continente Americano com latitude compreendida ao sul dos 30º norte e
montarmos definitivamente uma nova comunidade, não contra quem quer que seja,
mas sim a favor de erradicar nossa própria pobreza.
Se nós que
somos latinos pobres não nos unirmos, para acharmos novas soluções para cada um
de nossos problemas, não vai ser o estrangeiro que irá querer ver nosso
crescimento, nossa independência.
Afinal de
contas, “Somos todos hermanos”.
Ficamos ao
dispor dos amigos.
Canal, Ivo
Hellmeister (drcanal@polivet-itapetininga.vet.br
)
Canal, Raoní
Bertelli (
raoni@polivet-itapetininga.vet.br )
Oliveira,
Rossana de (rossanavet@gmail.com
)
O Médico
Veterinário, Dr. Canal, Ivo Hellmeister Canal, Diretor Brasileiro da
Veterinária.org (http://www.veterinaria.org), membro da Comissão Científica da
RedVet – (http://www.veterinaria.org/revistas/redvet/index.html) Revista
Eletrônica de Veterinária, Espanha, Diretor Clínico da POLIVET-Itapetininga SP
Policlínica Cardiologia & Odontologia Veterinária – Brasil,
(http://www.polivet-itapetininga.vet.br), e os estagiários Raoní Bertelli Canal,
da Universidade de São Paulo e Rossana de Oliveira, da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, membros da Comunidade Veterinaria.org e da equipe médica da
policlínica, fazem uma avaliação da gripe aviária (Influenza Aviária) e a
relação com os problemas da América Latina, afim de entendermos melhor o que
está havendo.